terça-feira, 5 de junho de 2012

#serapóstolo




“Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar Cristo"
Paulo, o Apóstolo aos Filipenses 3: 7,8

Paulo abdicou-se de todo conhecimento, toda autoridade que era revestido em relação à militância de sua antiga carreira e passou a dedicar-se em dar testemunho daquilo que antes perseguia: Jesus Cristo e sua Igreja, por achar legitimidade em suas palavras e crer que a Igreja era realmente a instituição que O Messias, em missão, veio ao mundo para inaugurar . O que chama-nos atenção é que Paulo deixou de ser para realmente “ser”. Deixou de ser autoridade, para viver em autoridade delegada por quem realmente possuía autoridade. Então passou a “ser” o enviado de Deus aos gentis. “Passou a ser o apóstolo”. Abdicou-se do título, passando ao anonimato durante sua vida de pregação ao mundo gentil. Que podemos a grosso modo dizer que não reconhecia Cristo, Sua morte e ressurreição. A renúncia é prova que compreendeu o abdicar do Filho em relação a ser Deus, tornar-se homem, viver suas limitações como homem e morrer como homem para nos ensinar a lição. Por isso podemos compreender a citação de João 16:33: Eu venci o mundo. Nós podemos vencer também. Será que para vencer o mundo, seus apelos, suas complicações, temos de abdicar de coisas? Teremos de renunciar nossas vidas também? Deixar de ser, para realmente ser de fato e em verdade aquilo que nos propõe Jesus Cristo e Seu evangelho? Que tipo de autoridade precisamos ter se não a de subjugar nosso “eu” à pratica daquilo que nos ensina o Mestre? Daquilo que moldará nosso caráter aproximando-se dEle? Crítico não? Mas podemos. Não é tão fácil assim, porém o desejar já é um grande passo. 
NEle:
Badusca