quarta-feira, 11 de maio de 2011

WCT Rio de Janeiro 2011


A etapa brasileira do WCT (circuito mundial) voltará a ser disputada no Rio de Janeiro a partir de 2011. A praia da Barra da Tijuca foi a escolhida pela ASP (associação de surfistas profissionais) e o prémio é recorde: 500 mil dólares (mais de 379 mil euros).
As praias do Arpoador e do Recreio foram designadas como apoios. O Rio recebeu o WCT pela última vez em 2001 - vitória de Trent Munro na praia do Arpoador - e desde 2003 que a etapa brasileira era disputada em Santa Catarina.
O australiano Mick Fanning, campeão no Brasil em 2007, foi um dos surfistas que reagiu com entusiasmo à notícia, em declarações publicadas no "Globoesporte":
"O surf é uma grande parte da cultura brasileira e reflete-se nas multidões que nos seguem na praia. Estou animado por trazer o campeonato para o Rio."
Jadson André (na foto) é o campeão da etapa brasileira, que defenderá o título em 2011 na praia da Barra da Tijuca.

Brasileiras estréiam bem no WCT do Rio de Janeiro
Depois de dois dias de chuva e frio, o sol finalmente apareceu na quarta-feira para o início da etapa brasileira do WCT no Rio de Janeiro. As ondas diminuíram para 1 metro de altura, mas apresentando boa formação na Barra da Tijuca, que volta a receber as melhores surfistas do mundo depois de nove anos, pois a última vez foi em 1999.
E as favoritas avançaram direto para as oitavas-de-final, com exceção da cearense Tita Tavares, que derrubou uma top. Ela ganhou a vaga de convidada com o quarto lugar na final do WQS vencida pela australiana Rebecca Woods nas mesmas ondas da Barra da Tijuca.
A 4ª etapa do WCT de surf feminino tem prazo até o dia 18 para ser encerrado, mas deve acabar antes para aproveitar as boas condições do mar desta semana. Uma primeira chamada para as duas baterias da repescagem e as oitavas-de-final foi marcada para as 8:30 horas na Barra da Tijuca.
No primeiro dia, a catarinense Jacqueline Silva ganhou a maior nota - 7,75 - e a havaiana Megan Abubo atingiu o maior placar - 14,65 - da primeira fase classificatória. As dezoito competidoras são divididas em seis baterias e as duas primeiras colocadas em cada, avançam para as oitavas-de-final e só a última cai para os dois confrontos da repescagem.
Jacqueline Silva derrotou a defensora do título do Billabong Girls Pro no Brasil, Samantha Cornish, além da também australiana Melanie Redman-Carr, que ganhou a briga pela segunda vaga por 15 décimos de vantagem.
Na disputa seguinte, a campeã mundial Stephanie Gilmore começou com vitória a defender a liderança do ranking e agradeceu a chegada do sol. "As ondas estão menores do que nos outros dias, mas melhoraram, o sol saiu e deixou todo mundo feliz aqui, eu também, claro", falou Gilmore.
Na briga pela segunda vaga direta para as oitavas-de-final nesta bateria, a cearense Tita Tavares acabou mandando a havaiana Melanie Bartels para a repescagem por uma pequena diferença. A tetracampeã brasileira somou 7,75 pontos, contra 7,35 da top do WCT. Com isso, Tita volta a enfrentar Stephanie Gilmore num confronto direto nas oitavas-de-final.
A peruana Sofia Mulanovich é a atual vice-líder do WCT e ganhou o confronto seguinte contra a sul-africana Rosanne Hodge e a australiana Serena Brooke. Depois, Megan Abubo registrou 14,65 pontos como o maior placar do Billabong Girls Pro Rio, deixando a heptacampeã mundial Layne Beachley em segundo e a americana Karina Petroni foi para a repescagem.
Já a cearense Silvana Lima venceu a última bateria do dia, contra as australianas Jessi Miley-Dyer e Nicola Atherton. Silvana foi a terceira melhor do mundo no ano passado e é a sexta deste ano.