sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Jesus é o modelo

Li uma postagem de Bráulia Ribeiro e fiquei perplexo pela lição dada quanto à segregação religiosa que nós fazemos através da intolerância denominacional. Aprendi que amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo implica em refletir no fato de que como “cristãos” temos a necessidade de um relacionamento em forma de cruz, horizontal (homem x homem) e vertical (homem x Deus), e estes, recíprocos, pois Deus, desde que formou o homem do pó da terra, insiste em manter firme o desejo de se relacionar conosco. Se o próprio Deus, criador, poderoso, digno de honra, glória, através do modelo encarnacional, habitou entre nós, viveu como um de nós, sofreu como um de nós, suportou de forma sobre-humana o peso de nossas faltas, e isso, sem ter dívida alguma para ter de pagá-la daquela forma. O próprio Deus se humilhou, quem somos nós, que usando uma nomenclatura a qual sem fazer jus, como juízes, ditamos regras de forma que determinamos em ordem expressa e condenável a separação como quem separa joio do trigo por conta própria? Porque, segundo a bíblia é Deus quem fará tal separação, não nós.
Se realmente queremos representar a Igreja do Senhor aqui na terra, devemos atentar para princípios bíblicos cruciais e colocar em prática o que Tiago diz: Sejamos praticantes da palavra, não só ouvintes, e eu mesmo acrescento, não sejamos juízes do nosso próximo.
Sem um bom relacionamento interpessoal, ou institucional (se é que posso dizer... levando em consideração que há pessoas e instituições religiosas, denominacionais ou não, até ONGs que desejam representar o Reino) é impossível haver um relacionamento pessoal com Deus. Não há possibilidade de amar a Ele sem amar ao próximo. Como podemos dizer que amamos a Deus que não vemos, se somos intolerantes com pessoas, ou instituições que podemos ver? Não devemos ser coniventes com erros, mas devemos olhar para nós mesmos, que como homens falhos erramos e assim mesmo o Senhor insiste em acreditar, e credibilitar. Precisamos arrepender-nos do pecado de querermos agir no lugar de Deus.
“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.” - Filipenses 2:5-11 -
Através do amor seremos reconhecidos como discípulos de Jesus, como sua Igreja amada. Nossa consideração ao próximo deve ser maior que a diferença que nos separa. Jesus é nosso exemplo, Ele amou ao mundo, Ele nos amou primeiro. A Ele toda Glória. Inimizade jamais!