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#caixinhadepresente



 Certo dia precisei dar um presente, estava sem tempo para comprar a embalagem, sabia que tinha em casa, porém, há momentos em que as coisas somem ou se escondem de nós [rs]. Pensei comigo mesmo: -posso usar a criatividade e fazer minha própria embalagem, mas se minha criatividade se for também, nessas horas tudo acontece, mas fui em frente e a criei. O importante é dar o presente, pensei. Mas por que nos incomodamos com a embalagem e não com o conteúdo? Não é importante o que está dentro? Mas rola outro temor, então pensamos novamente [...] :-e se a pessoa não gostar do conteúdo? Como dizem meus amigos, usei o jargão “ESQUECE ISSO! Fiz a embalagem e enfim, dei meu significativo presente! Não é que a pessoa gostou? 
Infelizmente gastamos nosso precioso tempo pensando de forma ‘condicional’, e SE, mas SE ...  Quando condicionamos nossos pensamentos de forma negativa, com certeza nós mesmos deixamos de usufruir do prazer de viver uma vida saudável, feliz e damos muita ênfase aos reveses, àquilo que não nos gera esperança. Ficamos sem expectativas. Logo, sem futuro. Parece que tudo acabou.

Fazemos o mesmo quando colocamos pessoas em nossas caixinhas e embalagens, que aos nossos olhos, são feitas de forma criativa, não para presentear, mas para colocar pessoas dentro. E pior! Além de fazermos embalagens e colocarmos pessoas, por vezes queremos colocar Deus em embalagens prontas, como aquelas que compramos em papelarias, lojas de conveniências, etc. Mais lamentável ainda é quando recebemos essas embalagens compactadas e devidamente empacotadas, fechadas, lacradas, sem podermos ver se o que há dentro está realmente de acordo com nossos parâmetros, nossas necessidades. Sem sabermos ou podermos perguntar se realmente é Deus que está lá dentro embalado [rs].
Não há criatividade que possa sondar a magnificência do Criador, ou simplesmente limitar sua multiforme ação, através seus multimeios. Somos limitados e em nosso limite queremos envolver a outros, temos a errônea tendência de querer reproduzir pessoas em série, configurando-as para agirem, pensarem ou serem como nós. Isso é impossível, pois Deus, o Criador, nos fez diferentes, com mentes que trabalham de forma diferente, temos impressões digitais diferentes, anatomias e fisionomias diferentes.
Como Elohim, o Deus Criativo e Criador pode atender às nossas petições, todas as nossas demandas? Como Ele pode compreender-nos, já que somos efêmeros e ele Eterno? Queremos algo imediato, para satisfazer nossos momentâneos e passageiros desejos, Ele? Ele quer algo permanente, que forje um caráter irreprovável para viver as intempéries da vida, superando-as. Elohim também deseja que tenhamos prosperidade, porém algo que nos supra, não sobeje, a prosperidade a nós desejada é aquela que supre nossas necessidades, não aos nossos prazeres egoístas, e porque não hedonistas?
Voltando à embalagem, é chegado um momento para pensarmos e repensarmos nosso ponto de vista acerca de tudo aquilo que pode nos trancarfiar em uma caixa escura, estreita, aperrtada, lacrada e por fim, deixa-nos sem opção de escolha, sem opção de opinar, sem opção de questionar, simplesmente compactando-nos, comprimindo-nos para que entremos em estreito local, como objetos, não como seres humanos. Calados, de olhos sempre abertos e voltados para aquilo que podemos ver à frente, sem opção de olharmos para a direita ou para a esquerda.

Que tipo de sociedade desejamos configurar? Que tipo de sociedade queremos formar para o futuro? Que tipo de sociedade nossos filhos herdarão de nós? Somos nós quem a formamos, como nós permitimos. Não somos meros expectadores da vida, da sociedade, somos protagonistas. Podemos exercer influência, não somente sermos influenciados. Pensemos. – MR –

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